Estranhando a alegria

Ultimamente eu tenho reparado em algo extremamente triste: eu fiquei tão acostumada a me sentir para baixo que acho a felicidade estranha. Pode soar meio contraditório, mas a verdade é que nós acabamos nos acostumando com a melancolia. Os sentimentos negativos passam a ser considerados como parte inerente da nossa existência e nós nos esquecemos de quem somos.

Passamos dias pesquisando, sonhando e praticando para obter a nossa felicidade e no final ficamos assustados com ela. “Está tudo bem mesmo ou será só coisa da minha cabeça?”, “É real ou um sentimento momentâneo?”, “Quanto tempo vai durar?”. É como se nossa amargura de espírito fosse tão grande que o bem-estar se tornou uma espécie de extraterrestre.

Essa questão não é fácil de se resolver. Eu tento lidar com ela da mesma maneira que venho tentando lidar com outros problemas: aceitando a realidade como ela é. Isso não significa se acomodar, mas entender como as coisas funcionam e lidar com isso da melhor maneira possível. E a realidade é: minha vida não é um desastre completo e essa felicidade de conto de fadas não existem.

Desse modo eu não só percebo que coisas ruins acontecem (nem sempre com um motivo específico) como vejo que as fases de felicidade também fazem parte da vida e devemos desfrutá-las ao invés de perder tempo sentindo medo.

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