A loucura que é seguir tendências

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Vivemos na era da ostentação, do feed perfeito do Instagram, do tênis modinha. Quanto maior o seu salário, maior também a sua lista de compras. Afinal você PRECISA mostrar que sustenta um certo “padrão de vida”, que pode pagar o preço. Você precisa se encaixar. A lista é enorme, inclui casa bem decorada, cachorro fofo, namorado dos sonhos, sapatos e mais sapatos, um Iphone novo, maquiagens da MAC, uma viagem incrível etc etc etc. Isso porque nem falei do “corpo ideal”.

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Kylie pensando naquela coxinha que não comeu rsrs. Fonte: We heart it

Você quer uma casa, mas não é uma casa qualquer, é aquela estilo Pinterest, com decorações em rose gold. Você quer uma sandália, mas não é uma sandália qualquer, é a sandália que a Kylie Jenner usou no desfile. Você quer uma viagem, mas não viagem qualquer, você quer ir para Disney, Nova York, Caribe, whatever, porque é para lá que “todo mundo está indo”.

Só digo uma coisa meus amigos: O mundo está ficando louco! Ou sempre foi, sei lá…

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Fonte: Gerador de Memes

Não é errado se inspirar nas escolhas alheias. As redes sociais rendem grandes ideias de estilo, decoração e tudo mais, e é incrível! O problema é alimentar um desejo ou um sonho baseando-se simplesmente na moda, no que fulano de tal disse ou na foto que postou. Você acaba numa busca constante por uma vida que não é sua e, muitas vezes, apenas para ser aceito, para ser bem visto, “admirado” por todos, talvez até invejado…

Você está mesmo disposto a pagar o preço por isso?

Bem, eu não estou. E isso não é fácil, porque somos sufocados todos os dias com um turbilhão de estímulos externos nos mostrando como é bom e socialmente bem visto seguir a manada sem refletir sobre prioridades, consumo, bem estar… Como se sua identidade dependesse do bando.

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Por isso eu te convido a começar a semana refletindo sobre aquilo o que você realmente deseja. Não o que a mídia diz que é bom para você, nem o que seus amigos e conhecidos dizem, nem o que a lista de tendências do Pinterest diz, mas aquilo que você REALMENTE quer, não para impressionar alguém, mas por você.

 

Eu te desafio a sair da zona de conforto em 2018! #desafiodamudança

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Você já teve a sensação de que nada na sua vida mudou? Que o tempo passou, mas, de alguma forma, você continua no mesmo lugar? Até as pessoas com as quais você convive são sempre as mesmas? Passei muito tempo pensando nisso entre o final do ano passado e o começo desse. Foi quando decidi que quero mudar minha vida, ou pelo menos começar a mudança em 2018.

É claro que, quando olho para trás, vejo sim que conquistei muitas coisas. Terminei meu curso na faculdade, ingressei no mestrado, fiz algumas viagens, mas ainda assim a insatisfação continuou crescendo na minha mente. Veja bem, sou grata e muito FELIZ por tudo o que consegui, até porque todo mundo que passou por uma faculdade, seja ela qual for, sabe como é difícil essa jornada acadêmica.

Não se trata disso.

Acredito que minha insatisfação é consequência do desejo, em primeiro lugar, por uma mudança interna, que depois extrapole para mudanças de atitudes, de estilo de vida, de relacionamento etc. Percebi que me tornei muito apegada a minha rotina e avessa a passar por novas experiências.

A zona de conforto é realmente incrível e tentadora, mas ela não vai te fazer crescer!

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Você não vai conhecer pessoas interessantes, não vai visitar lugares legais, não vai passar por experiências transformadoras, não vai evoluir como ser humano, NÃO VAI MUDAR NADA, se você não sair do lugar, se não se permitir fazer coisas diferentes.

Hoje eu entendo que sou apegada a segurança, que tenho medo do mundo lá fora e por isso tento me proteger. Só que essa proteção que eu criei está me impedindo de aproveitar as coisas boas que tem por aí. E não quero mais isso para mim.

Alguns podem até pensar “Nossa, mas que drama!!! Quer mudar? Muda ué, é fácil blá blá blá”. Só se for para você querido! Para pessoas como eu, introspectivas e metódicas, isso é muito difícil sim! Mas eu sei que não é impossível… Até porque eu não quero me transformar em outra pessoa, só quero aproveitar mais a vida DO MEU JEITO. Falo isso porque podemos ter conceitos sobre “aproveitar a vida” diferentes rsrs.

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Pensando nisso, fiz um desafio a mim mesma de que em 2018 eu viveria, pelo menos, 10 novas experiências. São pelo menos 10 coisas que farei pela primeira vez, com o objetivo de me tirar da zona de conforto.

Mas não vale qualquer coisa, tá? Do tipo assistir um filme ou uma série diferente. Me refiro a experiências mais substanciais. Ir ao cinema sozinho, aprender a dançar salsa, fazer aquela viagem que você vive adiando, realmente APRENDER um novo idioma, entrar na academia, fazer trabalho voluntário, entrar num grupo de discussão sobre um assunto que você goste, ir ao museu, começar um curso de desenho, visitar aquele amigo ou parente que você não via a muito tempo… Enfim, as possibilidades são imensas e você precisa analisar o que cabe dentro do seu estilo de vida e gosto pessoal.

O importante é estar aberto a viver algo diferente!

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Esse desafio é justamente para fazer você sair dessa zona de conforto. Estou te desafiando mesmo! E sugiro que você mantenha na sua agenda, celular, ou qualquer outro lugar, uma lista destas 10 coisas e, a medida que o ano avançar, você vai anotando o que suas experiências.

No fim do ano você vai se surpreender com tudo o que realizou!

 

O que mudou na minha vida com a organização?

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Uma das minhas metas de 2018 é finalmente me tornar uma pessoa  mais organizada. Ter uma agenda, cumprir meus horários e compromissos, criar uma rotina produtiva. Estamos na metade de janeiro e, até agora, tenho conseguido seguir meus planos. Falo isso porque havia escrito em outro post que faria feedback sobre minha rotina de organização. Apesar de não ser bem essa a proposta do post.

Na busca por uma rotina e por métodos que se adequassem ao meu estilo de vida, conheci alguns blogs, como o Vida Organizada, o Eu organizado e o Morando Sozinha, que ampliaram a minha visão sobre o que é ter uma vida mais organizada. Hoje eu entendo que ser organizado é muito mais do que ter uma agenda, ou um planner, ou seja lá o que for que você utilize. Para mim, ser organizado significa facilitar sua vida, simplificá-la, de forma a aplicar isso não apenas aos compromissos, metas e horários, mas também tonar mais fluidos seus pensamentos e sentimentos. Isso significa que você também precisa organizar dias I-D-E-I-A-S.

Entender isso foi essencial para mim, especialmente porque perco muito tempo perdida em minha própria mente, sonhando acordada, ou alimentando pensamentos destrutivos. Por isso, passei a enxergar minha agenda como uma ferramenta importante tanto para planejar meu dia quanto para preencher lacunas de tempo, que antes eu deixava livre, especificando os meus hobbies e atividades extras. Essa foi uma das estratégias que deram certo na minha vida e que me ajudam a ser mais positiva e motivada para trabalhar pela vida que desejo ter. Afinal, eu já entendi que perder tempo pensando besteira não vai me levar a lugar nenhum.

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Fonte: I heart planners

Também preciso dizer que esse blog também tem sido uma ferramenta fantástica para extravasar meus pensamentos e me colocar em contato com outras pessoas e  concepções de mundo diferentes. Você acaba pensando em várias em ideias para posts e permenecendo sempre em busca de informações pertinentes para o blog. Ou seja, isso tudo me colocou em contato com um universo bem diferente da “minha real”.

O blog tem pouco tempo sim, acho que apenas 3 meses, e já vi a diferença naquilo que tenho pensado. Talvez você não tenha um blog, e nem queira ter, então que tal ter um caderno, ou manter um arquivo no computador, para escrever seus pensamentos aleatórios e questionamentos?  É uma sugestão para você organizar melhor suas ideias. E até se conhecer melhor…

Esse texto todo é meio que um depoimento sobre como decidir e querer ser mais organizada tem tornado minha vida mais leve. É claro que, para quem começou a pouco tempo, isso não é fácil. Tem dias que não consigo seguir meus planos, ou sequer estabelecê-los. Daí me sinto culpada, porque poderia ter feito várias coisas legais e não apenas ter ficado olhando para o teto (isso acontece mais nos fins de semana). E pensar assim, sabendo do tempo que desperdicei, me motiva a continuar tentando.

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Então eu posso dizer que desde que eu decidi, de verdade, ser mais organizada, principalmente, eu APRENDI muita coisa e MUDEI a forma como eu enxergo a vida. E claro, isso tem se convertido em uma vida vivida com propósito, com mais leveza, e cheias de lutas diárias para não desistir de seguir meus planos. E que fique claro que nem toda luta é ruim.

Espero que você não desista também.

Mude seus hábitos para ter a vida que sempre sonhou

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No início desse ano eu fiz um voto comigo mesma de que 2018 seria um ano diferente. Melhor. Chega de vitimização, de colocar a culpa na política, na família, na criação, nas estrelas etc. É claro que passamos por muitas experiências nessa vida, que não necessariamente dependiam de nós. Mas é importante lembrar que nos temos sim a escolha de deixar o passado para trás, por mais difícil que isso seja, e finalmente tomar as “rédeas da nossa vida” e mudar nossas atitudes HOJE. Sem isso, nunca teremos a vida que sonhamos.

Foi por isso que escolhi como palavra norteadora desse ano a CORAGEM, porque vou precisar de força para fazer as mudanças que eu desejo. E não me refiro necessariamente a mudanças externas, como mudar de emprego ou sair da casa dos pais. Me refiro a mudança de comportamento e pensamentos, desses padrões que nós construímos e seguimos a tanto tempo que não conseguimos mais enxergar rotas alternativas, e quando você vê, passou a vida girando em círculos, sem chegar de fato a lugar nenhum.

E como mudar um comportamento antigo é difícil. Isso porque muitas vezes ele está tão enraizado na nossa vida que se tornou um hábito. É óbvio que nem todo hábito é ruim, como escovar os dentes ou verificar seus e-mails todo dia de manhã, mas existem sim hábitos ruins, que te matam aos poucos. Ora seu corpo físico, ora seu corpo mental, mas também seus sonhos e até seu futuro.

A pergunta que fica é: Como mudar esse quadro?

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Fonte: CONTI outra

Na busca por respostas, finalmente li o livro “O poder do hábito – Por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios”, do Charles Duhigg. O livro é dividido em três partes: O hábito no indivíduo, o hábito nas empresas e o hábito na sociedade, sendo que cada uma aborda pesquisas e conta histórias pertinentes a sua parte. Cada história traz um aprendizado e um incentivo sobre como somos capazes de mudar nossos hábitos. O que realmente persiste em todo o livro é o entendimento da existência do chamado Loop do Hábito, se referindo a como um hábito funciona. O ciclo é sempre o mesmo:

Deixa >>>> Rotina >>>> Recompensa >>> Deixa >>> ….

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Fonte: Midializado

Basicamente a deixa se refere aquilo que te move a ter determinado comportamento/pensamento. A rotina é a atitude habitual em si. E se você criou um hábito, certamente está ganhando alguma coisa com isso, a recompensa. E o ciclo se inicia novamente.

A questão é que temos sim o poder para interferir nesse ciclo. O primeiro passo é reconhecê-lo, o que me leva a pensar como a busca por auto-conhecimento é importante. O segundo passo é QUERER MUDAR. E não, isso não é fácil, como o autor coloca muito bem no livro através dos seus diversos exemplos. Mas é possível sim.

A sugestão de Duhigg?

“Para modificar um hábito, você precisa decidir mudá-lo. Deve aceitar conscientemente a dura tarefa de identificar as deixas e recompensas que impulsionam as rotinas do hábito e encontrar alternativas. Você precisa saber que tem o controle e ser auto-consciente o bastante para usá-lo.”

Ou seja, ele fala nessa e em muitas outras frases impactantes sobre  o poder da escolha e da persistência para alcançar a mudança. Isso explica porque pessoas que fumam a 40 anos conseguem parar de fumar, ou como uma pessoa sedentária consegue aderir a uma rotina de exercícios físicos. Elas não são diferentes de nós, a não ser pelo fato de terem escolhido mudar e de não terem desistido apesar das reações físicas que sentiam, por causa da abstinência do cigarro ou a dor muscular provocada pelo exercício.

A minha sugestão é que você se olhe no espelho todos os dias e repita “Quem manda aqui sou eu!!!!”, para ver se você internaliza que tem poder sobre suas decisões, sua mente e sobre o seu corpo, e não o contrário…

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Eu sei que não fiz uma resenha do livro, e não era essa a minha intenção, mas precisei comentar um pouco sobre ele e como a compreensão do que ele traz me marcou positivamente, com tantas histórias de incentivo e outras de alerta sobre como pode ruim ser refém de seus hábitos. Por isso, eu recomendo MUITO a sua leitura. Tenho certeza de se sentirá mais motivado!

 

O que é ser feliz?

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Vivemos numa época na qual estar feliz está diretamente relacionado a possuir coisas. Você até já deve ter feito uma lista, nem que seja mentalmente, de tudo aquilo que você precisa ter para ser feliz. É aquele pensamento: Quando eu tiver minha casa própria eu serei feliz. Quando eu conseguir meu emprego dos sonhos eu serei feliz. Quando eu finalmente ganhar X reais como salário, aí sim eu serei feliz. Como você pode ver, a felicidade passa a ser consequência da aquisição de bens materiais, ou de uma mudança de status financeiro.

Veja bem: algumas coisas são realmente necessárias, até porque ser feliz na miséria é meio difícil. Por isso, vamos pautar nosso texto partindo do princípio de que você tem acesso ao básico (comida, moradia, roupa etc.). O que questionamos aqui é quando foi que passamos a nos importar tanto, ou mais do que necessário, com a construção de um patrimônio, a ponto de vincular isso com o alcance da felicidade. Esquecemos de aproveitar o presente e literalmente sacrificamos nossas vidas para comprar coisas e, com isso, tentar sentir o prazer de ser feliz.

Até o conceito de felicidade passou a ter um significado meio sobrenatural, como se fosse o mesmo que alcançar o nirvana, e não algo temporário e pontual que sentimos ao longo da vida. Sim, porque a vida é um turbilhão de sentimentos e pensamentos, de modo que a felicidade é apenas uma das peças do quebra-cabeça que são nossas emoções. O misticismo e a idolatria em torno dessa sensação de ser feliz chegou a tal ponto que hoje a felicidade também é tratada como mercadoria.

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Fonte: 1001 ideias

Mas afinal, o que é ser feliz? Não existe uma resposta certa para essa pergunta (até porque esse é um conceito bem subjetivo), mas existe sim um consenso de que ela não está ligada a coisas. Se você pensar em todos os momentos felizes da sua vida, todos eles estão relacionados a pessoas ou a conquistas, e não a aquisições de objetos.

É claro que não estamos dizendo que você não deve ter ambição, ou que é errado se sentir bem quando você finalmente adquiri algo que queria muito, como o carro próprio, por exemplo, ou que você não deve estabelecer sonhos e objetivos. Não é isso. A questão é que o ato de comprar, ou possuir algo, não deve ser o centro da sua vida.

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Fonte: Fabrício Ottoni

Então, a nossa sugestão é que talvez seja melhor parar de focar tanto em comprar coisas, e se dedicar mais a melhorar seus relacionamentos, ou passar por experiências novas, fazer algo por si mesmo.

Lembre-se:

As melhores coisas do mundo não são coisas.

 

 

5 sinais de que você realmente precisa de um psicólogo

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Se você abriu esse artigo, então provavelmente isso já é um sinal da sua necessidade de ajuda. Brincadeiras à parte, nossa proposta é dividir com você o que nos fez procurar ajuda profissional, já que nós não trabalhamos na área.

Sabemos que existem pessoas que passam por eventos terríveis na vida, mas é importante ressaltar que mesmo na ausência de tragédias você pode precisar de terapia. Aqui vão os sinais que podem indicar que você precisa de ajuda:

1 – Você está pensando em fazer terapia

Minha brincadeira tinha um fundo de verdade. Se você pensa em fazer terapia, isso por si só já revela um grande incômodo com algo na sua vida. Se você não tem conseguido lidar com isso, pode ser interessante buscar ajuda profissional.

2 – Nada te agrada

A sua vida se tornou um grande “tanto faz”. As coisas que te divertiam agora te aborrecem e as que te aborreciam já estão quase te deixando maluco(a). Nada te deixa contente e em qualquer situação você sofre de um tédio crônico. Essa insatisfação generalizada é um péssimo sinal.

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3 – Você não sabe o quer

Ao perceber seu mau humor, algum familiar ou amigo pergunta: “Afinal de contas, o que você quer?” e sua resposta é um grilo cantando e uma poker face seguida de uma vontade de chorar. Você não faz a menor ideia de que rumo quer dar para a sua vida, seja no âmbito profissional ou em qualquer outro.

4 – Você não gosta de si mesmo

Você tem padrões de pensamento e comportamento que não te agradam, mas não consegue mudar. No fim das contas, depois de tantas tentativas fracassadas o que resta é um certo asco próprio e até se suportar acaba sendo uma tarefa difícil.

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5 – Cansaço e desânimo

Sensação de fraqueza física e mental, de esgotamento, de falta de força para lidar com a situação atual. Você entra em um limbo, com se estivesse em um beco sem saída. Esse é o sinal mais crítico, porque indica que vai ser muito difícil se recuperar sozinho.

Esses foram alguns dos nossos motivos para buscar ajuda, que tem sido muito importante para o nosso desenvolvimento. Seja quais forem as suas razões, não hesite em pedir socorro!

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Lições da Dama de Ferro

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Nas últimas semanas finalmente consegui assistir uma série que eu queria ver a muito tempo: The Crown. Assisti logo as duas temporadas e já estou contando os dias para a próxima. Assistindo a série, fiquei muito curiosa com a aspectos históricos e políticos que envolvem a Grã-Bretranha, bem como as pessoas por trás de todos os acontecimentos retratados ou não na série. Buscando mais informações, achei alguns filmes interessantes, como “A Dama de Ferro”, lançado em 2011, filme biográfico de Margaret Thatcher, a primeira-ministra MULHER do Reino Unido, que passou cerca de 11 anos no poder e participou de decisões importantes que moldaram seu país como conhecemos hoje.

Margaret Thatcher também é conhecida por suas posições políticas controversas (muitos criticam seu legado até hoje). Porém o foco desse post não é realizar uma crítica cinematográfica ou uma análise política da primeira-ministra, mas focar nos seus aspectos realmente pessoas, assim como seu posicionamento e opinião forte, traços bem retratados no filme.

 

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Fonte: Antena 1

O que podemos aprender com ela? Segue a lista:

1- Algumas coisas são inegociáveis

O filme mostra uma Margaret Thatcher fiel aos seus príncipios, independentemente de influências e acontecimentos externos, o que a tornou uma pessoa tida como inflexível em muitos aspectos (não é a toa que os soviéticos passaram a chamá-la de Dama de Ferro). A questão é que apesar de vivermos numa época em que se prega o diálogo como solução principal para todos os conflitos, é preciso lembrar que algumas coisas não podem ser negociadas, a não ser que você esteja disposto a abrir mão de quem você é e dos seus princípios.

2- Não se importe tanto com a opinião dos outros

Ela levou isso ao extremo, como você pode perceber vendo o filme ou estudando história. Foi fiel ao que acreditava ser o certo até o fim. Pagou caro por isso, com certeza, afinal ser primeira-ministra de um país que passava por vários problemas econômicos não deve ter sido fácil. Mas Margaret Thatcher se tornou um exemplo (para mim pelo menos) de alguém que realmente conseguiu ignorar a pressão externa e colocar em prática aquilo que acreditava.

3- Você se torna aquilo que pensa

Numa determinada cena do filme, Thatcher, já idosa, é questionada pelo médico quanto ao que sentia. Então ela responde dizendo que vivemos numa época na qual as pessoas se preocupam mais com o que sentimos, do que com pensamentos e ideias, e cita alguns versos de Frank Outlaw:

“Vigie seus pensamentos, eles tornam-se palavras.
Vigie suas palavras, elas tornam-se ações.
Vigie suas ações, elas tornam-se hábitos.
Vigie seus hábitos, eles formam seu caráter.
Vigie seu caráter, ele se torna seu destino.”

Ás vezes o que você sente é apenas um sintoma de que algo está errado na sua mente. Passe a se preocupar e a vigiar os seus pensamentos a respeito de si mesmo e do mundo a sua volta. As ideias e crenças que você constrói dizem muito mais sobre você do que você imagina.

4- Na vida é preciso tomar decisões difíceis

Durante todo o seu governo enquanto primeira-ministra, Thatcher teve que tomar decisões difíceis, se portando como uma líder que gostava de pensar nas consequências para o futuro, mesmo que contrariasse os anseios da população. Enfrentou muitos protestos populares e resistência dentro do próprio partido. Entrou numa guerra. Mandou afundar navios. Incontáveis decisões difíceis, derivadas de uma história complexa e consequências complicadas de lidar. É preciso ter muito coragem para tomar esse tipo de decisão.

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Fonte: Caras

Isso tudo me faz lembrar de outra frase de um personagem icônico que marcou minha adolescência, e que ainda reverencio na idade adulta. Alvo Dumbledore, personagem do universo de Harry Potter criado pela escritora J. K. Rowling, disse a seguinte frase:

“Tempos difíceis nos aguardam e em breve teremos que escolher entre o que é certo e o que é fácil.”

Muitas vezes, seguir pelo caminho certo implica em enfrentar grandes desafios, e isso exige de nós coragem, dedicação e resiliência. E tenha a certeza de que esse tipo de decisão será necessária em algum momento na vida de todos nós.

5- Você pode alcançar o topo

Quem diria que a filha do quitandeiro chegaria ao cargo político mais alto da Grã-Bretanha em plena 1979? Margaret Thatcher lutou muito para alcançar esse cargo. Com certeza engoliu muita coisa e fez muitos sacrifícios para chegar ao topo numa época muito mais difícil para ser mulher, comparado ao momento atual. Isso só demonstra que, seja lá qual for o “topo” que você deseja alcançar, você deve acreditar que seu objetivo é possível e lutar por isso.

Uma frase atribuida a ela e que não está no filme, mas é muito pertinente nesse tópico, é a seguinte:

“As pessoas acham que no topo não há muito espaço. Elas tendem a pensar no topo como um pico do Everest. Minha mensagem é que há uma imensidão de espaço no topo.”

Pense nisso.

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Fonte: Libertarianismo

Uma reflexão

Depois de assistir o filme, fiquei muito curiosa para ler os livros de Thatcher (ela tem vários), porque certamente eles são bem mais completos do que o filme, e fiquei chocada com a dificuldade em encontrar seus títulos em português. Sua autobiografia e o livro “A arte de governar” são os livros que eu gostaria de ler, mas simplesmente estão indisponíveis ou esgotados em quase todo o site que procurei. Isso ocorre porque a procura é grande (no Brasil?) ou por conta do posicionamento conservador da primeira-ministra? Estranho… Talvez a solução seja me virar no inglês mesmo…

Enfim, convido você a ler sua história ou assistir o filme. Tenho certeza de que vai aprender muito.

 

É preciso coragem para ser um rejeitado

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Título estranho, não? Normalmente relacionamos coragem a “sucesso” (sim, com aspas), mas existem alguns casos específicos em que sua coragem pode te levar ao “fracasso”. O maior exemplo disso é a rejeição. Algumas vezes você precisa se esforçar para que as pessoas te rejeitem e isso pode ser um bom sinal.

Quando eu olho em volta vejo as pessoas fazendo um esforço sobre-humano para serem aceitas. Mudam o modo de vestir, de agir, gostos e ideias, tudo para receberem aprovação. Não me levem a mal: na vida nós temos que mudar para evoluir. No entanto, essa mudança não pode ser feita exclusivamente para os outros gostarem. E muito menos te transformar em uma caricatura que não sabe quem é.

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Nesses momentos eu sinto o prazer de ser um rejeitado. Alguém que não se encaixa, que não tem um lugar. Porque isso, ao meu ver, é um sinal de força, um sinal de quem se recusa a ser dobrado. Uma amostra de alguém que prefere se ferir por estar sozinho a se destruir para conseguir encaixe em um  dos moldes (dos mais tradicionais aos mais “moderninhos”).

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Talvez você já esteja vivendo do jeito que acha melhor. Talvez você esteja em um limbo (como eu estou agora), sem entrar no molde mas também sem ser você plenamente. Talvez eu esteja escrevendo para alguém que já se anulou. Seja como for, é preciso coragem para encarar a rejeição por ser diferente. Não é algo muito fácil.

Mas é muito bom.

5 lições que aprendi com “Amor Líquido”

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O livro Amor Líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos foi escrito por Zigmunt Bauman, um sociólogo polonês, e aborda vários aspectos dos relacionamentos modernos, amorosos, familiares ou meramente sociais, e o caráter descartável que eles passaram a ter ao longo dos anos. O próprio autor dedica o livro “aos riscos e ansiedades de se viver junto, e separado, em nosso líquido mundo moderno.”

Longe de nós sermos críticas ou grandes conhecedoras da área das ciências humanas, mas gostamos de tentar entender o mundo no qual vivemos, incluindo o comportamento humano. Isso porque ás vezes temos a sensação de que está tudo errado, principalmente no quesito relacionamento, mas as pessoas insistem em continuar fingindo que está tudo bem (ou realmente acreditam nisso). Será que estamos ficamos loucas? Ou nos tornamos conservadoras demais sem perceber? Por isso, ler livros como esse nos faz pensar que existe muita gente questionando essa sociedade líquida que estamos vivendo, assim como nós.

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Fonte: Saraiva

Assim, resolvemos enumerar 5 lições importante que foram aprendidas ou confirmadas com essa leitura.

1- Pessoas não são coisas

O livro detalha muito bem como as relações humanas estão se deteriorando e se transformando em algo com viés comercial. As pessoas tratam a si mesmas e as outras como mercadorias massificadas e empacotadas, de consumo rápido e descartável. O que parece bem óbvio para quem gosta de observar o comportamento humano,  é confirmado pelo estudioso.

“A promessa de aprender a arte de amar é a oferta (falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a experiência amorosa à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas essas características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultados sem esforço.”

2- As pessoas não são livres, elas tem medo de amar

Segundo o livro, as pessoas tentam evitar todas as responsabilidades e problemas que vêm junto com um relacionamento sério e, por isso, acabam optando por relações alternativas, rápidas e frágeis, sem grande apego emocional ou sacrifício pessoal, os chamados “relacionamentos de bolso”, que chegam a ser incentivado por muitos “especialistas”. O início e o término da relação são feitos com igual velocidade, o que pode acabar provocando muita ansiedade e sofrimento.

“Eles garantem que seu desejo, paixão, objetivo ou sonho é relacionar-se. Mas será que na verdade não estão preocupados principalmente em evitar que suas relações acabem congeladas ou coaguladas?”

3- As pessoas estão mais perdidas do que nunca

Apesar do foco do livro ser relacionamento interpessoal, e não a sociedade em si, é interessante perceber que as relações cada vez mais superficiais provocam a sensação de confusão e solidão e como isso influencia o funcionamento da sociedade em geral, uma vez que é difícil encontrar em quem se possa confiar.

“Em nossa sociedade supostamente adepta da reflexão, não é provável que se reforce muito a confiança.”

4- Se você não ama os conhecidos, como poderá amar aqueles que não conhece?

Se você não consegue estabelecer e nutrir o relacionamento com pessoas comuns no seu convívio social, certamente também não irá se importar REALMENTE com a criança que está morrendo vítima de bala perdida na favela, ou de fome durante a guerra. Me refiro não apenas a dizer que está triste com a situação do outro, mas de fato fazer algo para ajudar. Isso também está relacionado com a comercialização do relacionamento, que deve ser baseado na troca e no quanto o outro pode fazer o mesmo por mim.

“se ele é um estranho para mim e se não pode me atrair por qualquer valor próprio ou significação que possa ter adquirido para a minha vida emocional, será difícil amá-lo.”

5- Estamos cada vez mais isolados nos nossos mundos

E por mundo se entende mente, círculo social, casa, condomínio… Os mesmos muros que nos protegem, nos afastam das pessoas ao nosso redor. Já não sabemos quem são os nosso vizinhos, não queremos companhia de quem pensa diferente de nós, ou de quem vive uma realidade muito diferente da nossa. Isolamento geográfico, físico e social. E falta de amor ao próximo. É claro que no Brasil o fator violência influencia muito no desenvolvimento desse tipo de comportamento, já que somos reféns dentro de nossas próprias casas, mas a questão aqui é o medo/receio/falta de vontade de permitir que pessoas diferentes entrem nas nossas vidas.

Muitas outras coisas são abordadas no livro, como a questão da imigração e das perspectivas sombrias para o futuro, mas resolvemos parar por aqui mesmo (para o post não ficar muito longo). Mas fica aqui o meu convite para essa ler Amor Líquido, não com o objetivo de tirar suas esperanças da humanidade, mas para refletir sobre verdades cruas que o autor traz em sua escrita.

Começar é sempre a parte mais difícil

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Você também é daquele tipo de pessoa que gosta de planejar cada passo, conhecer todas as variáveis envolvidas e as possibilidades de algo dar certo ou errado? Então você não está sozinho. Para mim, começar um projeto ( ou trabalho, ou seja lá o que for) é sempre a parte mais difícil do processo, já que é IMPOSSÍVEL saber se tudo realmente vai dar certo. 

Ás vezes, o medo do fracasso logo no início nos impede de começar, mas isso é um erro. Por quê? Primeiro porque nós aprendemos muito mais com os erros, do que com os acertos. Então pare de encarar os erros como algo absolutamente negativo em sua vida e comece a encará-los como uma oportunidade para o aprendizado. Além disso, o simples fato de não ter tentado começar algo pode ser psicologicamente desgastante, já que você vai ficar se questionando “e se tivesse dado certo?” ou “eu não consigo fazer nada”.

Como se não bastasse essa avalanche de questionamentos iniciais, você ainda pode se desanimar ao pensar em tudo o que precisa fazer para alcançar seus objetivos. O planejamento é sim muito necessário em tudo nas nossas vidas, mas você não pode deixar o medo do trabalho te paralisar. O primeiro passo é sempre mais difícil, mas a partir do momento que você se envolve naquilo que é preciso ser feito, as coisas vão fluir.

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Então, hoje eu te convido a parar de procrastinar, adiar, enrolar, dar desculpas para começar o que você precisa fazer e FINALMENTE se arriscar e iniciar o seu projeto. O início pode ser meio cambaleante e aporante, mas quando você se estabiliza, tudo vai dar certo. Acredite!