O que é ser feliz?

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Vivemos numa época na qual estar feliz está diretamente relacionado a possuir coisas. Você até já deve ter feito uma lista, nem que seja mentalmente, de tudo aquilo que você precisa ter para ser feliz. É aquele pensamento: Quando eu tiver minha casa própria eu serei feliz. Quando eu conseguir meu emprego dos sonhos eu serei feliz. Quando eu finalmente ganhar X reais como salário, aí sim eu serei feliz. Como você pode ver, a felicidade passa a ser consequência da aquisição de bens materiais, ou de uma mudança de status financeiro.

Veja bem: algumas coisas são realmente necessárias, até porque ser feliz na miséria é meio difícil. Por isso, vamos pautar nosso texto partindo do princípio de que você tem acesso ao básico (comida, moradia, roupa etc.). O que questionamos aqui é quando foi que passamos a nos importar tanto, ou mais do que necessário, com a construção de um patrimônio, a ponto de vincular isso com o alcance da felicidade. Esquecemos de aproveitar o presente e literalmente sacrificamos nossas vidas para comprar coisas e, com isso, tentar sentir o prazer de ser feliz.

Até o conceito de felicidade passou a ter um significado meio sobrenatural, como se fosse o mesmo que alcançar o nirvana, e não algo temporário e pontual que sentimos ao longo da vida. Sim, porque a vida é um turbilhão de sentimentos e pensamentos, de modo que a felicidade é apenas uma das peças do quebra-cabeça que são nossas emoções. O misticismo e a idolatria em torno dessa sensação de ser feliz chegou a tal ponto que hoje a felicidade também é tratada como mercadoria.

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Fonte: 1001 ideias

Mas afinal, o que é ser feliz? Não existe uma resposta certa para essa pergunta (até porque esse é um conceito bem subjetivo), mas existe sim um consenso de que ela não está ligada a coisas. Se você pensar em todos os momentos felizes da sua vida, todos eles estão relacionados a pessoas ou a conquistas, e não a aquisições de objetos.

É claro que não estamos dizendo que você não deve ter ambição, ou que é errado se sentir bem quando você finalmente adquiri algo que queria muito, como o carro próprio, por exemplo, ou que você não deve estabelecer sonhos e objetivos. Não é isso. A questão é que o ato de comprar, ou possuir algo, não deve ser o centro da sua vida.

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Fonte: Fabrício Ottoni

Então, a nossa sugestão é que talvez seja melhor parar de focar tanto em comprar coisas, e se dedicar mais a melhorar seus relacionamentos, ou passar por experiências novas, fazer algo por si mesmo.

Lembre-se:

As melhores coisas do mundo não são coisas.

 

 

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