Tenha coragem para dar o primeiro passo

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Adquiri o hábito de assistir as palestras do TEDx Talks no Youtube. São vídeos curtos, no máximo 15 minutos, sobre os mais diversos temas. Na verdade eu comecei a assistir mesmo para treinar o listenning do inglês (e realmente ajuda). Mas semana passada acabei me deparando com o vídeo da Tatiane Lobato, brasileira, com o título “Sonhe Grande, Comece Pequeno” e, apesar de dar prioridade para as palestras em outro idioma, fiquei muito curiosa para assistir esse vídeo. E foi o que eu fiz.

Tatiane tem origem humilde, passou por muitas suas dificuldades, mas, apesar de tudo, teve coragem, sonhou alto e começou a empreender. Hoje ela é dona de uma rede de lavanderias na região metropolitana de São Paulo. Com certeza, uma empreendedora de sucesso.

Após dar o seu exemplo, Tatiane fala a frase “Sonhe grande, comece pequeno” e nos faz lembrar que muitas vezes ficamos esperando a oportunidade certa, o dinheiro na quantia desejada, ou seja lá o que for que você acredita que precisa, para fazer algo, quando tudo o que você REALMENTE PRECISA é dar o primeiro passo, começar pequeno.

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Na realidade eu acredito que nós procuramos mesmo é um meio mais fácil, uma margem de segurança, um apoio, por isso adiamos nossos “primeiros passos”. Mas quanto mais o tempo passo, mas eu entendo que essa facilidade não existe. Realizar um sonho, acredito que em 99,9%, demanda muito suor e lágrimas mesmo (Pelo menos os sonhos grandes).

Ou seja, não tem jeito, você precisa começar pelo começo (redundante, mas é isso mesmo).

Começo a semana com essa sacudida para que você tenha a coragem de iniciar e continuar a correr atrás dos seus sonhos. Acredite, um dia você vai colher os frutos de tudo isso.

Para assistir a palestra da Tatiane clica aqui.

 

 

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5 sinais de que você realmente precisa de um psicólogo

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Se você abriu esse artigo, então provavelmente isso já é um sinal da sua necessidade de ajuda. Brincadeiras à parte, nossa proposta é dividir com você o que nos fez procurar ajuda profissional, já que nós não trabalhamos na área.

Sabemos que existem pessoas que passam por eventos terríveis na vida, mas é importante ressaltar que mesmo na ausência de tragédias você pode precisar de terapia. Aqui vão os sinais que podem indicar que você precisa de ajuda:

1 – Você está pensando em fazer terapia

Minha brincadeira tinha um fundo de verdade. Se você pensa em fazer terapia, isso por si só já revela um grande incômodo com algo na sua vida. Se você não tem conseguido lidar com isso, pode ser interessante buscar ajuda profissional.

2 – Nada te agrada

A sua vida se tornou um grande “tanto faz”. As coisas que te divertiam agora te aborrecem e as que te aborreciam já estão quase te deixando maluco(a). Nada te deixa contente e em qualquer situação você sofre de um tédio crônico. Essa insatisfação generalizada é um péssimo sinal.

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3 – Você não sabe o quer

Ao perceber seu mau humor, algum familiar ou amigo pergunta: “Afinal de contas, o que você quer?” e sua resposta é um grilo cantando e uma poker face seguida de uma vontade de chorar. Você não faz a menor ideia de que rumo quer dar para a sua vida, seja no âmbito profissional ou em qualquer outro.

4 – Você não gosta de si mesmo

Você tem padrões de pensamento e comportamento que não te agradam, mas não consegue mudar. No fim das contas, depois de tantas tentativas fracassadas o que resta é um certo asco próprio e até se suportar acaba sendo uma tarefa difícil.

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5 – Cansaço e desânimo

Sensação de fraqueza física e mental, de esgotamento, de falta de força para lidar com a situação atual. Você entra em um limbo, com se estivesse em um beco sem saída. Esse é o sinal mais crítico, porque indica que vai ser muito difícil se recuperar sozinho.

Esses foram alguns dos nossos motivos para buscar ajuda, que tem sido muito importante para o nosso desenvolvimento. Seja quais forem as suas razões, não hesite em pedir socorro!

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É preciso coragem para ser um rejeitado

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Título estranho, não? Normalmente relacionamos coragem a “sucesso” (sim, com aspas), mas existem alguns casos específicos em que sua coragem pode te levar ao “fracasso”. O maior exemplo disso é a rejeição. Algumas vezes você precisa se esforçar para que as pessoas te rejeitem e isso pode ser um bom sinal.

Quando eu olho em volta vejo as pessoas fazendo um esforço sobre-humano para serem aceitas. Mudam o modo de vestir, de agir, gostos e ideias, tudo para receberem aprovação. Não me levem a mal: na vida nós temos que mudar para evoluir. No entanto, essa mudança não pode ser feita exclusivamente para os outros gostarem. E muito menos te transformar em uma caricatura que não sabe quem é.

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Nesses momentos eu sinto o prazer de ser um rejeitado. Alguém que não se encaixa, que não tem um lugar. Porque isso, ao meu ver, é um sinal de força, um sinal de quem se recusa a ser dobrado. Uma amostra de alguém que prefere se ferir por estar sozinho a se destruir para conseguir encaixe em um  dos moldes (dos mais tradicionais aos mais “moderninhos”).

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Talvez você já esteja vivendo do jeito que acha melhor. Talvez você esteja em um limbo (como eu estou agora), sem entrar no molde mas também sem ser você plenamente. Talvez eu esteja escrevendo para alguém que já se anulou. Seja como for, é preciso coragem para encarar a rejeição por ser diferente. Não é algo muito fácil.

Mas é muito bom.

5 lições que aprendi com “Amor Líquido”

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O livro Amor Líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos foi escrito por Zigmunt Bauman, um sociólogo polonês, e aborda vários aspectos dos relacionamentos modernos, amorosos, familiares ou meramente sociais, e o caráter descartável que eles passaram a ter ao longo dos anos. O próprio autor dedica o livro “aos riscos e ansiedades de se viver junto, e separado, em nosso líquido mundo moderno.”

Longe de nós sermos críticas ou grandes conhecedoras da área das ciências humanas, mas gostamos de tentar entender o mundo no qual vivemos, incluindo o comportamento humano. Isso porque ás vezes temos a sensação de que está tudo errado, principalmente no quesito relacionamento, mas as pessoas insistem em continuar fingindo que está tudo bem (ou realmente acreditam nisso). Será que estamos ficamos loucas? Ou nos tornamos conservadoras demais sem perceber? Por isso, ler livros como esse nos faz pensar que existe muita gente questionando essa sociedade líquida que estamos vivendo, assim como nós.

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Fonte: Saraiva

Assim, resolvemos enumerar 5 lições importante que foram aprendidas ou confirmadas com essa leitura.

1- Pessoas não são coisas

O livro detalha muito bem como as relações humanas estão se deteriorando e se transformando em algo com viés comercial. As pessoas tratam a si mesmas e as outras como mercadorias massificadas e empacotadas, de consumo rápido e descartável. O que parece bem óbvio para quem gosta de observar o comportamento humano,  é confirmado pelo estudioso.

“A promessa de aprender a arte de amar é a oferta (falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a experiência amorosa à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas essas características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultados sem esforço.”

2- As pessoas não são livres, elas tem medo de amar

Segundo o livro, as pessoas tentam evitar todas as responsabilidades e problemas que vêm junto com um relacionamento sério e, por isso, acabam optando por relações alternativas, rápidas e frágeis, sem grande apego emocional ou sacrifício pessoal, os chamados “relacionamentos de bolso”, que chegam a ser incentivado por muitos “especialistas”. O início e o término da relação são feitos com igual velocidade, o que pode acabar provocando muita ansiedade e sofrimento.

“Eles garantem que seu desejo, paixão, objetivo ou sonho é relacionar-se. Mas será que na verdade não estão preocupados principalmente em evitar que suas relações acabem congeladas ou coaguladas?”

3- As pessoas estão mais perdidas do que nunca

Apesar do foco do livro ser relacionamento interpessoal, e não a sociedade em si, é interessante perceber que as relações cada vez mais superficiais provocam a sensação de confusão e solidão e como isso influencia o funcionamento da sociedade em geral, uma vez que é difícil encontrar em quem se possa confiar.

“Em nossa sociedade supostamente adepta da reflexão, não é provável que se reforce muito a confiança.”

4- Se você não ama os conhecidos, como poderá amar aqueles que não conhece?

Se você não consegue estabelecer e nutrir o relacionamento com pessoas comuns no seu convívio social, certamente também não irá se importar REALMENTE com a criança que está morrendo vítima de bala perdida na favela, ou de fome durante a guerra. Me refiro não apenas a dizer que está triste com a situação do outro, mas de fato fazer algo para ajudar. Isso também está relacionado com a comercialização do relacionamento, que deve ser baseado na troca e no quanto o outro pode fazer o mesmo por mim.

“se ele é um estranho para mim e se não pode me atrair por qualquer valor próprio ou significação que possa ter adquirido para a minha vida emocional, será difícil amá-lo.”

5- Estamos cada vez mais isolados nos nossos mundos

E por mundo se entende mente, círculo social, casa, condomínio… Os mesmos muros que nos protegem, nos afastam das pessoas ao nosso redor. Já não sabemos quem são os nosso vizinhos, não queremos companhia de quem pensa diferente de nós, ou de quem vive uma realidade muito diferente da nossa. Isolamento geográfico, físico e social. E falta de amor ao próximo. É claro que no Brasil o fator violência influencia muito no desenvolvimento desse tipo de comportamento, já que somos reféns dentro de nossas próprias casas, mas a questão aqui é o medo/receio/falta de vontade de permitir que pessoas diferentes entrem nas nossas vidas.

Muitas outras coisas são abordadas no livro, como a questão da imigração e das perspectivas sombrias para o futuro, mas resolvemos parar por aqui mesmo (para o post não ficar muito longo). Mas fica aqui o meu convite para essa ler Amor Líquido, não com o objetivo de tirar suas esperanças da humanidade, mas para refletir sobre verdades cruas que o autor traz em sua escrita.