5 sinais de que você realmente precisa de um psicólogo

5-sinais-de-que-voce-precisa-de-um-psicologo-irmascarvalho

Se você abriu esse artigo, então provavelmente isso já é um sinal da sua necessidade de ajuda. Brincadeiras à parte, nossa proposta é dividir com você o que nos fez procurar ajuda profissional, já que nós não trabalhamos na área.

Sabemos que existem pessoas que passam por eventos terríveis na vida, mas é importante ressaltar que mesmo na ausência de tragédias você pode precisar de terapia. Aqui vão os sinais que podem indicar que você precisa de ajuda:

1 – Você está pensando em fazer terapia

Minha brincadeira tinha um fundo de verdade. Se você pensa em fazer terapia, isso por si só já revela um grande incômodo com algo na sua vida. Se você não tem conseguido lidar com isso, pode ser interessante buscar ajuda profissional.

2 – Nada te agrada

A sua vida se tornou um grande “tanto faz”. As coisas que te divertiam agora te aborrecem e as que te aborreciam já estão quase te deixando maluco(a). Nada te deixa contente e em qualquer situação você sofre de um tédio crônico. Essa insatisfação generalizada é um péssimo sinal.

27145328560499

3 – Você não sabe o quer

Ao perceber seu mau humor, algum familiar ou amigo pergunta: “Afinal de contas, o que você quer?” e sua resposta é um grilo cantando e uma poker face seguida de uma vontade de chorar. Você não faz a menor ideia de que rumo quer dar para a sua vida, seja no âmbito profissional ou em qualquer outro.

4 – Você não gosta de si mesmo

Você tem padrões de pensamento e comportamento que não te agradam, mas não consegue mudar. No fim das contas, depois de tantas tentativas fracassadas o que resta é um certo asco próprio e até se suportar acaba sendo uma tarefa difícil.

ourbitches-pessoas-normais-agua-75-seguir-x-eu-baixa-auto-estima-6715874.png

5 – Cansaço e desânimo

Sensação de fraqueza física e mental, de esgotamento, de falta de força para lidar com a situação atual. Você entra em um limbo, com se estivesse em um beco sem saída. Esse é o sinal mais crítico, porque indica que vai ser muito difícil se recuperar sozinho.

Esses foram alguns dos nossos motivos para buscar ajuda, que tem sido muito importante para o nosso desenvolvimento. Seja quais forem as suas razões, não hesite em pedir socorro!

Artigos relacionados

Eu não sei fazer nada
Raiva? Será?
Falta de vontade de recomeçar

Pauta de domingo: raiva? Será?

Em geral nós achamos que a raiva seja uma espécie bizarra de “sentimento concreto”: alguém nos faz mal (ou algo nos indigna) e ficamos com raiva. Simples assim, causa e consequência. Só que não.

A raiva é um sentimento muito mais complexos do que nos gostamos de admitir, principalmente quando ela se volta contra nós mesmos. Na verdade, a raiva de si mesmo é um dos piores sentimentos que existe, porque, além de te levar a tratar ou pensar mal de pessoas que não têm culpa de nada, ela esconde os verdadeiros problemas. E esses problemas são conhecidos: tristeza, frustração e solidão.

É mais fácil destruir tudo do que admitir que se sente rebaixado, que pensa não ser bom o suficiente ou está em um estado lamentável de melancolia. Tentamos crer que ter raiva vai amenizar essas questões, vai fazer alguma coisa sair do lugar, mas sabemos bem que isso não é verdade. Não queremos aceitar as coisas como elas são e isso alimenta um ciclo vicioso.

Quando uma situação tem saída, devemos buscá-la.

Quando uma situação não tem saída, devemos deixar as lágrimas saírem e aceitá-la.

Se envenenar nunca vai ajudar em nada

Mania de pensar

De vez em quando eu me pego pensando em algumas coisas que a maioria das pessoas (creio eu) pensaria que é besteira ou maluquice. Uma delas é o auto-questionamento. Por alguma razão desconhecida eu questiono cada sentimento ou pensamento que passa pela minha cabeça. Por um lado isso me estimula a buscar a melhora, por outro às vezes eu acho que vou ficar louca.

Durante esses “rompantes” eu experimentei enfrentar meus sentimentos negativos ao invés de criá-los. E os resultados foram ótimos! Acho que aquela história de que “nós criamos a maior parte dos nossos sofrimentos” finalmente está fazendo sentido para mim.

Comecei a entender que momentos incômodos acontecem e que eles não significam que eu não tenha valor ou que minha vida seja uma droga. Percebi que o life style perfeito de conto de fadas é uma ilusão, que o dia-a-dia tem seus inconvenientes e que nada disso torna a vida menos bela. Entendo (ou pelo menos tento entender) que todos têm problemas, uns mais e outros menos, e isso não quer dizer que a pessoa esteja recebendo uma punição ou algo assim. Tudo na vida tem seu lado bom e ruim. E isso é normal.

Se mais alguma mente auto-questionadora está lendo esse texto, sugiro uma crítica da crítica. Uma análise sincera de suas críticas a si mesmos e ao mundo.

Sobre a ditadura da felicidade

Não, eu não sou feliz o tempo todo. Não estou animada o tempo todo. Ás vezes só quero ficar sozinha mesmo, não estou com vontade de interagir com ninguém, de sorrir, de fingir que estou bem. Você até pode me ver sempre sorrindo, mas é que prefiro sorrir do que me dar o trabalho de explicar o que acontece aqui dentro.

É horrível se sentir assim, especialmente quando você está cercado de pessoas “felizes”, ou quando você olha o seu Instragram/Facebook e vê que todo mundo está bem, menos você, ou ainda quando você percebe que as outras pessoas estão passando por problemas muuuuito maiores do que o seu, mas que aparentemente conseguem lidar bem com isso.

E para completar, você não tem como justificar o que está sentindo. Sua vida é “maravilhosa”. Você tem onde dormir, o que comer, tem amigos, família, tudo… Precisa mesmo aprender a exercer a gratidão…

Gratidão??? Gratidão é o caramba! Me deixe viver minha tristeza em paz! Me deixe chorar, gritar, ficar sozinha em paz! Isso não significa que eu seja infeliz!

Hoje eu sei que a vida é feita de momentos. Em alguns deles passamos por experiências maravilhosas, ou simplesmente nos sentimos felizes, sem nenhum grande motivo. Em outros, as coisas não estão tão boas assim. E quer saber? Está tudo bem. Você não tem obrigação de ser feliz o tempo todo, ou de ser grato o tempo todo.

Aprenda a aproveitar cada momento da sua vida, mesmo os ruins, porque eles também vão te ensinar algo… E uma hora tudo isso vai passar.

 

Eu queria estar no paraíso

Eu queria estar no paraíso. Queria estar em outro lugar, outra dimensão. Queria um outro universo, outras constelações. Não consigo enxergar as estrelas de onde estou agora. É que ás vezes as nuvens tampam a minha visão, ou seriam as minhas lágrimas?

Eu queria estar no paraíso. Outro corpo, outra vida. Novas atitudes. Queria ser capaz de ultrapassar a barreira do som, e com apenas a força do meu pensamento fazer cessar toda a tempestade. Não há espaço para sofrimento no meu paraíso.

Também queria um jardim verdejante, cheio de flores de todos os tipos, no qual eu pudesse deitar e olhar para o infinito do céu a noite. Aquele infinito que te torna consciente da sua pequenez, enquanto te maravilha com o tamanho de suas possibilidades. Há muita vida lá fora!!!

Eu queria estar em um paraíso. Nem precisa ser desses de contos de fadas. Não preciso de luxo, nem de coisas extravagantes. A maré não precisa ser calma o tempo todo. Mas no meu paraíso eu sou feliz, e tenho paz quando durmo a noite.

Eu quero criar um paraíso, mesmo que ele só exista dentro de mim.

Sobre ter medo de amar

Eu tenho medo de relacionamentos. Aliás, tenho medo de muita coisa, mas nesse caso, especificamente, me refiro a relacionamentos amorosos. Acredito que a raiz desse mal está relacionado a minha falta de confiança no ser humano. Nunca fui traída, agredida, nem nunca passei por alguma situação traumática em um namoro. Aparentemente, aprendo com os erros dos outros, como se o sofrimento deles fosse meu, como se eu própria sentisse a dor que os aflige.

E quando penso no assunto me sinto uma covarde. Sim, uma covarde! Vejo as pessoas tentando novamente, conhecendo novas pessoas, arriscando de novo, dando uma chance para o amor, enquanto eu me sinto paralisada. O pior de tudo é que sei que eu mesma me paraliso.

Aquelas frases motivacionais de redes sociais não fazem sentido para mim. Os conselhos não fazem sentido para mim. Nem mesmo aqueles livros românticos fazem sentidos para mim! E olha que amo romances, só que os enxergo apenas como uma ficção. Aquilo não é real.

Daí bate aquele desespero: Deve ter algo errado comigo. Essa falta de esperança não deve ser normal. Ao mesmo tempo, penso que tudo isso é minha reação a esse mundo louco que vivemos hoje, onde até a palavra amor é banalizada, onde as relações não precisam ser tão profundas, apenas rápidas, onde tudo é relativo, então como posso ter certeza do que sinto por você? Insegurança, essa é a palavra.

É claro que eu sei que não devemos generalizar e acreditar que todos tem a mesma conduta. Aquela velha história de que “todo homem é igual”, sabe? Eu realmente não acredito nisso. Não acredito que eu seja a única excessão da face da terra, mas tenho dificuldade em dar uma chance para alguém.

Acho que me falta coragem.

E é isso que peço a Deus todos os dias. Coragem para seguir meus planos, coragem para enfrentar as dificuldades, coragem para ser eu mesma e coragem para acreditar nas pessoas. Afinal, o problema também está em mim.

 

Eu me sinto sozinho

Quem nunca se sentiu como uma pequena ilha boiando nessa imensidão que chamamos de planeta? Ao contrário do que a maioria pensa, solidão não tem tanta relação com a quantidade de pessoas à nossa volta. O que define se alguém vai se sentir sozinho ou não é o grau de conexão com os outros.

Você pode estar cercado de gente e sentir como se eles simplesmente não tivessem relação alguma com sua vida. Eles não te entendem e você não os entende. Simples assim. Nesse ponto tudo o que os outros falam, fazem, se interessam ou parece… Sem sal. Dá uma enorme vontade de sair correndo.

Muitas pessoas sentem isso todos os dias e eu creio que parte desse problema se deva ao fato de que nós simplesmente não falamos. As inseguranças, dores e inconformidades humanas são as mesmas em qualquer época e lugar do mundo. O problema é: eu finjo que estou bem, a outra pessoa faz a mesma coisa e nós dois continuamos sentindo dor. Eu finjo interesse em algo, a outra pessoa também e nós dois continuamos infelizes fazendo coisas que não gostamos.

Talvez se cada um se sentisse mais à vontade para revelar suas “sombras”, a luz já teria brilhado para cada um. Não, nós não estamos sozinhos. Existem muitas pessoas como nós “existindo” por aí. Só precisamos trabalhar para encontrá-las.

Você não está desistindo cedo demais?

Se você leu os textos sobre fracasso e medo de tentar talvez tenha decidido voltar a perseguir antigos sonhos (ou assim espero). Então, chega aquele grande dia, quando você levanta de manhã inexplicavelmente animado, faz todos os preparativos, realiza a primeira nova tentativa em tempos e… fracassa.

Acredito que qualquer pessoa que já tenha tentado alcançar alguma coisa passou por esse mesmo incômodo. Diante dessa situação, eu sugiro que cada um faça a si mesmo a seguinte pergunta: qual é o problema? Nós temos uma tendência bem errada a pensar que tudo aquilo que vier na nossa vida tem que ser de uma vez só. Aí você (assim como 99% da humanidade) falha nas suas primeiras tentativas e simplesmente desiste.

Para nós, que crescemos bombardeados com histórias de sucesso precoce e instantâneo, é difícil aceitar que as vitórias se dão por um processo. Elas exigem disciplina e constância. Demorado? Em geral, sim. Frustrante, às vezes. Gratificante? Com certeza, afinal, dando certo ou não a maior recompensa é dar tudo de si.

Vai dar certo

Sou do tipo de pessoa que só acredita que um plano ou um sonho realmente deu certo quando, finalmente, passo a vivê-lo. Não bastam documentos ou declarações. Não bastam publicações ou pareceres devidamente autenticados. Sou uma pessoa bem cética com relação ao ser humano e, por isso, tenho dificuldades em acreditar naquilo que as pessoas dizem (ou fazem).

Não vejo isso como uma característica positiva. Na verdade, só mostra minha estratégia de defesa “contra o mundo”. Prefiro me proteger na minha concha (o que acho uma atitude meio covarde, mas estou tentando melhorar).

A questão é como analiso as situações e as pessoas: espero sempre o pior, ou não espero nada, sem grandes expectativas. Se der certo, estou no lucro. Levanto as mãos aos céus e agradeço. Caso contrário, não me machuco tanto. Nesse mundo líquido que vivemos, inconstante e instável, realmente acredito que seja a melhor estratégia.

Mas quando finalmente algo dá certo, uma alegria enorme toma conta de mim!!! Sim, sou bem cética, meio pessimista, meio realista, mas uma vitória deve sempre ser comemorada! É como tomar um sorvete num dia quente, ou ter aquele abraço apertado, ou ter aquela conversa boa, daquelas que não se vê o tempo passar… O que me leva a acreditar muito naquela expressão “tudo acontece no seu tempo”, ou “o que for para ser seu, será”. Sei que parece cliché, mas prefiro crer que existe uma lógica e uma razão por trás de tudo, que eu chamo de Deus (você pode chamá-la de outra coisa), e isso me conforta.

Enfim… A finalidade desse texto é para te dar esperança. Faça seus planos B, C e D, tenha segundas opções, mas não desista de seus sonhos ou planos. Busque, corra atrás, faça o que estiver ao seu alcance, e se for bom para você, se for realmente o  melhor para sua vida, irá se concretizar. Caso contrário, creia: quando Deus fecha uma porta, ele abre uma janela.

Tenha fé! Vai dar tudo certo!

corra-o-risco

 

No silêncio da noite

O sol se pôs. Mais uma vez o dia chega ao fim. O expediente acaba, é hora de voltar para casa. Trânsito, fones de ouvido, música. Celular, redes sociais, afinal preciso saber o que aconteceu enquanto estava concentrada em outras coisas. Cheguei em casa, está uma bagunça. Deixo para amanhã. Tomar banho, jantar. Oração. Gratidão pelo dia que passou. Aquela última olhada no celular. Hora de dormir.

Silêncio.

Acreditava estar perdida em meus sonhos, presa na profundidade da minha mente, mas acordo de madrugada. E a avalanche de pensamentos começa. Você não vai conseguir. Não vai dar certo. O que foi que fulano falou mesmo? O que será que ele quis dizer com isso? Na hora não parecia ter tanta importância… Aquele plano? Aquele sonho? Pensando bem, parece tão distante… Estou presa na espiral da vida, não sei o que fazer para sair desse mesmo ciclo repetitivo.

Estou me afogando. Estou sufocando na minha própria mente, sempre durante o silêncio da noite.

Durante o dia isso não acontece. Não tenho tempo para pensar. Trabalho, livros, notícias, televisão. Internet, WhatsApp, Facebook, Instagram. Família, amigos, colegas, conhecidos. De dia sou sufocada pelo mundo, somente a noite consigo me afogar em mim mesma.

O que posso fazer agora?

Finalmente volto a dormir. No dia seguinte, os planos não parecem tão ruins. As pessoas não parecem tão cruéis. Os sonhos não são tão impossíveis assim. Foi apenas um pesadelo, daqueles que eu mesmo criei. Continuo com a sensação de que preciso mudar, mas agora tenho esperança. Vou conseguir.