O que é ser feliz?

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Vivemos numa época na qual estar feliz está diretamente relacionado a possuir coisas. Você até já deve ter feito uma lista, nem que seja mentalmente, de tudo aquilo que você precisa ter para ser feliz. É aquele pensamento: Quando eu tiver minha casa própria eu serei feliz. Quando eu conseguir meu emprego dos sonhos eu serei feliz. Quando eu finalmente ganhar X reais como salário, aí sim eu serei feliz. Como você pode ver, a felicidade passa a ser consequência da aquisição de bens materiais, ou de uma mudança de status financeiro.

Veja bem: algumas coisas são realmente necessárias, até porque ser feliz na miséria é meio difícil. Por isso, vamos pautar nosso texto partindo do princípio de que você tem acesso ao básico (comida, moradia, roupa etc.). O que questionamos aqui é quando foi que passamos a nos importar tanto, ou mais do que necessário, com a construção de um patrimônio, a ponto de vincular isso com o alcance da felicidade. Esquecemos de aproveitar o presente e literalmente sacrificamos nossas vidas para comprar coisas e, com isso, tentar sentir o prazer de ser feliz.

Até o conceito de felicidade passou a ter um significado meio sobrenatural, como se fosse o mesmo que alcançar o nirvana, e não algo temporário e pontual que sentimos ao longo da vida. Sim, porque a vida é um turbilhão de sentimentos e pensamentos, de modo que a felicidade é apenas uma das peças do quebra-cabeça que são nossas emoções. O misticismo e a idolatria em torno dessa sensação de ser feliz chegou a tal ponto que hoje a felicidade também é tratada como mercadoria.

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Fonte: 1001 ideias

Mas afinal, o que é ser feliz? Não existe uma resposta certa para essa pergunta (até porque esse é um conceito bem subjetivo), mas existe sim um consenso de que ela não está ligada a coisas. Se você pensar em todos os momentos felizes da sua vida, todos eles estão relacionados a pessoas ou a conquistas, e não a aquisições de objetos.

É claro que não estamos dizendo que você não deve ter ambição, ou que é errado se sentir bem quando você finalmente adquiri algo que queria muito, como o carro próprio, por exemplo, ou que você não deve estabelecer sonhos e objetivos. Não é isso. A questão é que o ato de comprar, ou possuir algo, não deve ser o centro da sua vida.

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Fonte: Fabrício Ottoni

Então, a nossa sugestão é que talvez seja melhor parar de focar tanto em comprar coisas, e se dedicar mais a melhorar seus relacionamentos, ou passar por experiências novas, fazer algo por si mesmo.

Lembre-se:

As melhores coisas do mundo não são coisas.

 

 

5 sinais de que você realmente precisa de um psicólogo

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Se você abriu esse artigo, então provavelmente isso já é um sinal da sua necessidade de ajuda. Brincadeiras à parte, nossa proposta é dividir com você o que nos fez procurar ajuda profissional, já que nós não trabalhamos na área.

Sabemos que existem pessoas que passam por eventos terríveis na vida, mas é importante ressaltar que mesmo na ausência de tragédias você pode precisar de terapia. Aqui vão os sinais que podem indicar que você precisa de ajuda:

1 – Você está pensando em fazer terapia

Minha brincadeira tinha um fundo de verdade. Se você pensa em fazer terapia, isso por si só já revela um grande incômodo com algo na sua vida. Se você não tem conseguido lidar com isso, pode ser interessante buscar ajuda profissional.

2 – Nada te agrada

A sua vida se tornou um grande “tanto faz”. As coisas que te divertiam agora te aborrecem e as que te aborreciam já estão quase te deixando maluco(a). Nada te deixa contente e em qualquer situação você sofre de um tédio crônico. Essa insatisfação generalizada é um péssimo sinal.

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3 – Você não sabe o quer

Ao perceber seu mau humor, algum familiar ou amigo pergunta: “Afinal de contas, o que você quer?” e sua resposta é um grilo cantando e uma poker face seguida de uma vontade de chorar. Você não faz a menor ideia de que rumo quer dar para a sua vida, seja no âmbito profissional ou em qualquer outro.

4 – Você não gosta de si mesmo

Você tem padrões de pensamento e comportamento que não te agradam, mas não consegue mudar. No fim das contas, depois de tantas tentativas fracassadas o que resta é um certo asco próprio e até se suportar acaba sendo uma tarefa difícil.

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5 – Cansaço e desânimo

Sensação de fraqueza física e mental, de esgotamento, de falta de força para lidar com a situação atual. Você entra em um limbo, com se estivesse em um beco sem saída. Esse é o sinal mais crítico, porque indica que vai ser muito difícil se recuperar sozinho.

Esses foram alguns dos nossos motivos para buscar ajuda, que tem sido muito importante para o nosso desenvolvimento. Seja quais forem as suas razões, não hesite em pedir socorro!

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Lições da Dama de Ferro

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Nas últimas semanas finalmente consegui assistir uma série que eu queria ver a muito tempo: The Crown. Assisti logo as duas temporadas e já estou contando os dias para a próxima. Assistindo a série, fiquei muito curiosa com a aspectos históricos e políticos que envolvem a Grã-Bretranha, bem como as pessoas por trás de todos os acontecimentos retratados ou não na série. Buscando mais informações, achei alguns filmes interessantes, como “A Dama de Ferro”, lançado em 2011, filme biográfico de Margaret Thatcher, a primeira-ministra MULHER do Reino Unido, que passou cerca de 11 anos no poder e participou de decisões importantes que moldaram seu país como conhecemos hoje.

Margaret Thatcher também é conhecida por suas posições políticas controversas (muitos criticam seu legado até hoje). Porém o foco desse post não é realizar uma crítica cinematográfica ou uma análise política da primeira-ministra, mas focar nos seus aspectos realmente pessoas, assim como seu posicionamento e opinião forte, traços bem retratados no filme.

 

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Fonte: Antena 1

O que podemos aprender com ela? Segue a lista:

1- Algumas coisas são inegociáveis

O filme mostra uma Margaret Thatcher fiel aos seus príncipios, independentemente de influências e acontecimentos externos, o que a tornou uma pessoa tida como inflexível em muitos aspectos (não é a toa que os soviéticos passaram a chamá-la de Dama de Ferro). A questão é que apesar de vivermos numa época em que se prega o diálogo como solução principal para todos os conflitos, é preciso lembrar que algumas coisas não podem ser negociadas, a não ser que você esteja disposto a abrir mão de quem você é e dos seus princípios.

2- Não se importe tanto com a opinião dos outros

Ela levou isso ao extremo, como você pode perceber vendo o filme ou estudando história. Foi fiel ao que acreditava ser o certo até o fim. Pagou caro por isso, com certeza, afinal ser primeira-ministra de um país que passava por vários problemas econômicos não deve ter sido fácil. Mas Margaret Thatcher se tornou um exemplo (para mim pelo menos) de alguém que realmente conseguiu ignorar a pressão externa e colocar em prática aquilo que acreditava.

3- Você se torna aquilo que pensa

Numa determinada cena do filme, Thatcher, já idosa, é questionada pelo médico quanto ao que sentia. Então ela responde dizendo que vivemos numa época na qual as pessoas se preocupam mais com o que sentimos, do que com pensamentos e ideias, e cita alguns versos de Frank Outlaw:

“Vigie seus pensamentos, eles tornam-se palavras.
Vigie suas palavras, elas tornam-se ações.
Vigie suas ações, elas tornam-se hábitos.
Vigie seus hábitos, eles formam seu caráter.
Vigie seu caráter, ele se torna seu destino.”

Ás vezes o que você sente é apenas um sintoma de que algo está errado na sua mente. Passe a se preocupar e a vigiar os seus pensamentos a respeito de si mesmo e do mundo a sua volta. As ideias e crenças que você constrói dizem muito mais sobre você do que você imagina.

4- Na vida é preciso tomar decisões difíceis

Durante todo o seu governo enquanto primeira-ministra, Thatcher teve que tomar decisões difíceis, se portando como uma líder que gostava de pensar nas consequências para o futuro, mesmo que contrariasse os anseios da população. Enfrentou muitos protestos populares e resistência dentro do próprio partido. Entrou numa guerra. Mandou afundar navios. Incontáveis decisões difíceis, derivadas de uma história complexa e consequências complicadas de lidar. É preciso ter muito coragem para tomar esse tipo de decisão.

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Fonte: Caras

Isso tudo me faz lembrar de outra frase de um personagem icônico que marcou minha adolescência, e que ainda reverencio na idade adulta. Alvo Dumbledore, personagem do universo de Harry Potter criado pela escritora J. K. Rowling, disse a seguinte frase:

“Tempos difíceis nos aguardam e em breve teremos que escolher entre o que é certo e o que é fácil.”

Muitas vezes, seguir pelo caminho certo implica em enfrentar grandes desafios, e isso exige de nós coragem, dedicação e resiliência. E tenha a certeza de que esse tipo de decisão será necessária em algum momento na vida de todos nós.

5- Você pode alcançar o topo

Quem diria que a filha do quitandeiro chegaria ao cargo político mais alto da Grã-Bretanha em plena 1979? Margaret Thatcher lutou muito para alcançar esse cargo. Com certeza engoliu muita coisa e fez muitos sacrifícios para chegar ao topo numa época muito mais difícil para ser mulher, comparado ao momento atual. Isso só demonstra que, seja lá qual for o “topo” que você deseja alcançar, você deve acreditar que seu objetivo é possível e lutar por isso.

Uma frase atribuida a ela e que não está no filme, mas é muito pertinente nesse tópico, é a seguinte:

“As pessoas acham que no topo não há muito espaço. Elas tendem a pensar no topo como um pico do Everest. Minha mensagem é que há uma imensidão de espaço no topo.”

Pense nisso.

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Fonte: Libertarianismo

Uma reflexão

Depois de assistir o filme, fiquei muito curiosa para ler os livros de Thatcher (ela tem vários), porque certamente eles são bem mais completos do que o filme, e fiquei chocada com a dificuldade em encontrar seus títulos em português. Sua autobiografia e o livro “A arte de governar” são os livros que eu gostaria de ler, mas simplesmente estão indisponíveis ou esgotados em quase todo o site que procurei. Isso ocorre porque a procura é grande (no Brasil?) ou por conta do posicionamento conservador da primeira-ministra? Estranho… Talvez a solução seja me virar no inglês mesmo…

Enfim, convido você a ler sua história ou assistir o filme. Tenho certeza de que vai aprender muito.

 

É preciso coragem para ser um rejeitado

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Título estranho, não? Normalmente relacionamos coragem a “sucesso” (sim, com aspas), mas existem alguns casos específicos em que sua coragem pode te levar ao “fracasso”. O maior exemplo disso é a rejeição. Algumas vezes você precisa se esforçar para que as pessoas te rejeitem e isso pode ser um bom sinal.

Quando eu olho em volta vejo as pessoas fazendo um esforço sobre-humano para serem aceitas. Mudam o modo de vestir, de agir, gostos e ideias, tudo para receberem aprovação. Não me levem a mal: na vida nós temos que mudar para evoluir. No entanto, essa mudança não pode ser feita exclusivamente para os outros gostarem. E muito menos te transformar em uma caricatura que não sabe quem é.

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Nesses momentos eu sinto o prazer de ser um rejeitado. Alguém que não se encaixa, que não tem um lugar. Porque isso, ao meu ver, é um sinal de força, um sinal de quem se recusa a ser dobrado. Uma amostra de alguém que prefere se ferir por estar sozinho a se destruir para conseguir encaixe em um  dos moldes (dos mais tradicionais aos mais “moderninhos”).

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Talvez você já esteja vivendo do jeito que acha melhor. Talvez você esteja em um limbo (como eu estou agora), sem entrar no molde mas também sem ser você plenamente. Talvez eu esteja escrevendo para alguém que já se anulou. Seja como for, é preciso coragem para encarar a rejeição por ser diferente. Não é algo muito fácil.

Mas é muito bom.

5 lições que aprendi com “Amor Líquido”

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O livro Amor Líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos foi escrito por Zigmunt Bauman, um sociólogo polonês, e aborda vários aspectos dos relacionamentos modernos, amorosos, familiares ou meramente sociais, e o caráter descartável que eles passaram a ter ao longo dos anos. O próprio autor dedica o livro “aos riscos e ansiedades de se viver junto, e separado, em nosso líquido mundo moderno.”

Longe de nós sermos críticas ou grandes conhecedoras da área das ciências humanas, mas gostamos de tentar entender o mundo no qual vivemos, incluindo o comportamento humano. Isso porque ás vezes temos a sensação de que está tudo errado, principalmente no quesito relacionamento, mas as pessoas insistem em continuar fingindo que está tudo bem (ou realmente acreditam nisso). Será que estamos ficamos loucas? Ou nos tornamos conservadoras demais sem perceber? Por isso, ler livros como esse nos faz pensar que existe muita gente questionando essa sociedade líquida que estamos vivendo, assim como nós.

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Fonte: Saraiva

Assim, resolvemos enumerar 5 lições importante que foram aprendidas ou confirmadas com essa leitura.

1- Pessoas não são coisas

O livro detalha muito bem como as relações humanas estão se deteriorando e se transformando em algo com viés comercial. As pessoas tratam a si mesmas e as outras como mercadorias massificadas e empacotadas, de consumo rápido e descartável. O que parece bem óbvio para quem gosta de observar o comportamento humano,  é confirmado pelo estudioso.

“A promessa de aprender a arte de amar é a oferta (falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a experiência amorosa à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas essas características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultados sem esforço.”

2- As pessoas não são livres, elas tem medo de amar

Segundo o livro, as pessoas tentam evitar todas as responsabilidades e problemas que vêm junto com um relacionamento sério e, por isso, acabam optando por relações alternativas, rápidas e frágeis, sem grande apego emocional ou sacrifício pessoal, os chamados “relacionamentos de bolso”, que chegam a ser incentivado por muitos “especialistas”. O início e o término da relação são feitos com igual velocidade, o que pode acabar provocando muita ansiedade e sofrimento.

“Eles garantem que seu desejo, paixão, objetivo ou sonho é relacionar-se. Mas será que na verdade não estão preocupados principalmente em evitar que suas relações acabem congeladas ou coaguladas?”

3- As pessoas estão mais perdidas do que nunca

Apesar do foco do livro ser relacionamento interpessoal, e não a sociedade em si, é interessante perceber que as relações cada vez mais superficiais provocam a sensação de confusão e solidão e como isso influencia o funcionamento da sociedade em geral, uma vez que é difícil encontrar em quem se possa confiar.

“Em nossa sociedade supostamente adepta da reflexão, não é provável que se reforce muito a confiança.”

4- Se você não ama os conhecidos, como poderá amar aqueles que não conhece?

Se você não consegue estabelecer e nutrir o relacionamento com pessoas comuns no seu convívio social, certamente também não irá se importar REALMENTE com a criança que está morrendo vítima de bala perdida na favela, ou de fome durante a guerra. Me refiro não apenas a dizer que está triste com a situação do outro, mas de fato fazer algo para ajudar. Isso também está relacionado com a comercialização do relacionamento, que deve ser baseado na troca e no quanto o outro pode fazer o mesmo por mim.

“se ele é um estranho para mim e se não pode me atrair por qualquer valor próprio ou significação que possa ter adquirido para a minha vida emocional, será difícil amá-lo.”

5- Estamos cada vez mais isolados nos nossos mundos

E por mundo se entende mente, círculo social, casa, condomínio… Os mesmos muros que nos protegem, nos afastam das pessoas ao nosso redor. Já não sabemos quem são os nosso vizinhos, não queremos companhia de quem pensa diferente de nós, ou de quem vive uma realidade muito diferente da nossa. Isolamento geográfico, físico e social. E falta de amor ao próximo. É claro que no Brasil o fator violência influencia muito no desenvolvimento desse tipo de comportamento, já que somos reféns dentro de nossas próprias casas, mas a questão aqui é o medo/receio/falta de vontade de permitir que pessoas diferentes entrem nas nossas vidas.

Muitas outras coisas são abordadas no livro, como a questão da imigração e das perspectivas sombrias para o futuro, mas resolvemos parar por aqui mesmo (para o post não ficar muito longo). Mas fica aqui o meu convite para essa ler Amor Líquido, não com o objetivo de tirar suas esperanças da humanidade, mas para refletir sobre verdades cruas que o autor traz em sua escrita.

Começar é sempre a parte mais difícil

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Você também é daquele tipo de pessoa que gosta de planejar cada passo, conhecer todas as variáveis envolvidas e as possibilidades de algo dar certo ou errado? Então você não está sozinho. Para mim, começar um projeto ( ou trabalho, ou seja lá o que for) é sempre a parte mais difícil do processo, já que é IMPOSSÍVEL saber se tudo realmente vai dar certo. 

Ás vezes, o medo do fracasso logo no início nos impede de começar, mas isso é um erro. Por quê? Primeiro porque nós aprendemos muito mais com os erros, do que com os acertos. Então pare de encarar os erros como algo absolutamente negativo em sua vida e comece a encará-los como uma oportunidade para o aprendizado. Além disso, o simples fato de não ter tentado começar algo pode ser psicologicamente desgastante, já que você vai ficar se questionando “e se tivesse dado certo?” ou “eu não consigo fazer nada”.

Como se não bastasse essa avalanche de questionamentos iniciais, você ainda pode se desanimar ao pensar em tudo o que precisa fazer para alcançar seus objetivos. O planejamento é sim muito necessário em tudo nas nossas vidas, mas você não pode deixar o medo do trabalho te paralisar. O primeiro passo é sempre mais difícil, mas a partir do momento que você se envolve naquilo que é preciso ser feito, as coisas vão fluir.

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Então, hoje eu te convido a parar de procrastinar, adiar, enrolar, dar desculpas para começar o que você precisa fazer e FINALMENTE se arriscar e iniciar o seu projeto. O início pode ser meio cambaleante e aporante, mas quando você se estabiliza, tudo vai dar certo. Acredite!

Eu não sei fazer nada

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Acho que grande parte de nós, pobres mortais, já deve ter tido essa horrorosa sensação de ser um peso, de não ter nenhuma habilidade ou não se destacar em nada. Para mim isso foi (e ainda é) uma fonte de angústia muito grande, então vou tentar elucidar as razões por trás disso e dar algumas dicas.

1 – Você não tem habilidades que chamem atenção dos outros

Em geral o que chama atenção são carisma, talento artístico (musical), destaque em algum esporte popular ou algo do tipo. Talvez você tenha alguma facilidade com computadores, jogos de estratégia, escrita ou química. Isso pode até não te dar um grande prestígio na escola ou faculdade, mas se ignorar as opiniões alheias e investir em seu próprio dom vai ter um futuro brilhante. Que tal se aprofundar no que realmente gosta?

2 – Você não tem uma habilidade “extraordinária”

Esse é um dos pontos mais difíceis de superar, na minha opinião. Algumas pessoas conseguem pintar quadros ultra-realistas aos 7 anos de idade, fazem o primeiro show aos 15 e se tornar milionárias aos 21. Isso não é, nem de longe, um padrão razoável para tentar seguir. É claro que todos nós gostaríamos de ser “extraordinários”, mas é importante entender que não fazer parte desse pequeno grupo não te torna um inútil.

3 – Você não tem habilidades “práticas”

Talvez você domine alguma técnica avançada mas tenha extrema dificuldade para fazer coisas do dia-a-dia. Talvez você seja bom no trabalho ou estudos mas não consiga lidar bem com questões cotidianas. Seja como for, tudo isso pode te fazer sentir impotente em relação à vida. Infelizmente, o ato de viver não vem com manual de instruções ou fórmula pronta. A única forma de mudar isso é sair da zona de conforto e tentar realizar essas tarefas que te incomodam com a maior frequência possível até conseguir.

4 – Você não é o melhor no que faz

Se sair dentro da média ou não ser o melhor no que faz não significa que você seja inferior. Talvez o seu problema seja treinamento insuficiente ou até mesmo estar treinando da maneira errada. É importante fazer muitas pesquisas procurar saber o que pensam as pessoas que realmente entendam do assunto em questão. E lembre-se: sempre vai existir alguém que se sai melhor do que você. Não adianta ficar paranóico.

5 – ÚLTIMO CASO: você realmente não consegue fazer nada

Tenho lá minhas dúvidas de que realmente exista alguém assim. Mas, se você tem certeza absoluta que não se sai bem em nada tem que fazer duas coisas: focar em uma área de interesse e praticar, e procurar ajuda psicológica. A falta de auto-estima, além de te fazer enxergar defeitos onde eles não existem, dificulta o seu progresso.

Todos esses itens mostram apenas minhas reflexões sobre o assunto. Não existe fórmula pronta para ser uma pessoa melhor, mas espero que essas dicas possam te ajudar.

Como ser organizado sem ser organizado?

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Eis o grande mistério!!! Não, não somos pessoas organizadas, mas sabemos que se quisermos conciliar esse blog com nossa vida pessoal, acadêmica e profissional, precisamos nos tornar AGORA. O problema é que os sites de organização que acessamos geralmente orientam a criação de várias listas, agendas, anotações etc, com diversas subdivisões que nós sabemos que não vamos seguir na correria do dia-a-dia.

Então o que fazer?

A proposta desse post é apresentar chamar atenção para alguns pontos importantes sobre organização, para você, que assim como nós, é desorganizado, mas precisa mudar isso imediatamente.

1-  MUDANÇA DE ATITUDE: PARE DE PROCRASTINAR!!!!!

Você pode anotar suas atividades pendentes em todos os lugares que você quiser, mas se você não assumir o compromisso de realizá-las, não vai adiantar nada. Então o primeiro passo é realmente desejar essa mudança de postura, uma mudança interna seguida da mudança externa, de fato, para que você realmente faça o que precisa ser feito.

2- MANTENHA UMA AGENDA

Pode ser uma agenda, um caderno, um planner, um aplicativo, qualquer coisa que você possa anotar todos os seus compromissos e atividades. A única exigência é que ele seja SEMPRE de fácil acesso. Não adianta anotar tudo e deixar perdido no quarto ou na mochila/bolsa. Você precisa VER essa agenda.

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Fonte: Endeavor Brasil

3- ORGANIZE SEUS HORÁRIOS

É claro que imprevistos sempre ocorrem, como o caso de um professor marcar aulas extras nos horários vagos (coisa bastante comum no meu curso na universidade). Porém, você precisa organizar seus horários para o planejamento e execução das atividades pendentes. Simplesmente anotar que tal dia você precisa entregar projeto X não vai adiantar nada se você não separar um tempo para realizá-lo.

4- MANTENHA SEU QUARTO ORGANIZADO

Mas o que isso tem a ver? TUDO!  Você já entrou numa loja, ou casa, e estava tudo tão arrumado que você ficou com medo de mexer em alguma coisa? Então… Quando você está em um ambiente organizado, as coisas fluem e você tende a tentar manter essa organização. Não estou falando que seu quarto ou casa precisa ser um modelo de revista, mas que deve ser minimamente organizado e, com isso, acredito que você vai se sentir inspirado a ter uma rotina organizada também.

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Fonte: Gente Nova

5- OUTRAS SUGESTÕES

Nessa busca por tentar ser organizada, conheci os sites da Thaís Godinho (vidaorganizada.com) e da Ana (www.euorganizado.com) que possuem várias dicas legais e orientações bem específicas sobre organização, inclusive indicando métodos diferentes para te ajudar no processo. Fica a dica caso você queira se aprofundar no assunto. A Ana também disponibilizou em seu site um planner gratuito para 2018, caso você queira usar. Eu já baixei o meu.

Por último, preciso te lembrar que tudo o que escrevemos aqui são questões importantes que pretendemos levar a sério em 2018, mas que você precisa encontrar um método de organização que se adapte a sua rotina e a quem você é. No decorrer desse ano, vamos falar o que deu certo na nossa rotina. Espero que você também consiga!

10 Metas para 2018

17 coisas que aprendi em 2017 (1)

Chegou a hora das metas!!! Acho importante fazer esse tipo de lista sempre que inicia o ano. Colocar no papel (ou no blog) torna tudo mais real, porque meio que você  estabelece um compromisso. Sei que muitos canais do Youtube e outros blogs contém informações para você fazer listas bem mais detalhadas. Porém, acho que ficaria um post muito extenso, e também não sei se conseguiria cumprir tudo. Por isso, as metas aqui listadas são simples, mais relacionadas a comportamento do que a questões de consumo, porque acho mais fácil de cumprir (e de listar também).

1- Fazer um trabalho voluntário. Ás vezes focamos tanto em nossos próprios problemas que esquecemos que outros também precisam de ajuda.

2- Me dedicar mais ao inglês. Não sou fluente nesse idioma, e também nunca fiz um curso específico, mas sei que ele é essencial para minha carreira e vida acadêmica.

3- Aprender sobre finanças e conseguir aplicar esse conhecimento.

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4- Aproveitar as oportunidades que surgirem. Sou meio medrosa, por isso já perdi a chance de passar por experiências bem legais. Já consegui melhorar isso em 2017 e quero continuar me permitindo mais em 2018.

5- Ser mais vaidosa. Não deixar a falta de tempo ou desânimo me impedir de cuidar de mim.

6- Dizer não mais vezes. Quero aproveitar sim as oportunidades, mas quero dizer não quando algo (ou alguém) me desagradar. Afinal, não sou obrigada.

7- Voltar a andar normalmente. Eu (Camila) tenho um problema do joelho e sofri uma luxação em outubro. O processo de recuperação é meio lento, mas sei que fazendo os exercícios certos e me vigiando, consigo voltar a me locomover normalmente.

8- Comer mais frutas e verduras. Ter uma alimentação mais saudável é sempre bom.

9- Ter uma horta. Aqui em casa tem um quintal bem legal onde quero plantar várias plantinhas. Esse é um projeto antigo que preciso fazer sair do papel.

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Fonte: Jeniffer Geraldine

10- Ser mais organizada. Para conseguir conciliar esse blog, com os estudos, com vida social, com atividade física etc., vamos precisar manter um planejamento muito bom. Esse vai ser nosso desafio.

Vale lembrar que você deve verificar sempre sua lista para não esquecer quais eram os seus objetivos… Além disso, aprendi que ás vezes passamos por experiências que fazem nossos planos mudarem. Então se prenda a lista até quando for possível, caso contrário, mude o plano. Não seja tão metódico assim.

10 livros para ler em 2018

17 coisas que aprendi em 2017 (3)

É sempre bom ler mais… Então fizemos uma listinha de livros que gostariamos de ler em 2018. É meio que um desafio pessoal… Olhem só:

Livros para ler em 2018

1- 1984, George Orwell (Saraiva, R$28,71). Gosto de ficções que te ajudam a ter uma perspectiva melhor do cenário que vivemos;

2- Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams. (Saraiva, R$ 17,91). Esse livro mistura ficção científica, comédia e uma boa pitada de crítica política. Costumo gostar muito de sátiras, por isso esse livro parece bem interessante de ler.

3- Gabriela, Cravo e Canela, Jorge Amado. (Saraiva, R$ 20,61). Geralmente Jorge Amado é um bom autor para quem não tem costume de ler literatura clássica. Já li seus livros, mas nunca Gabriela.

4- O Príncipe, Nicolau Maquiavel. (Amazon, R$ 15,50). Gosto do que o autor fala sobre a natureza humana, tanto relacionado ao poder quanto aos relacionamentos interpessoais. Aparentemente, ele fala umas verdades bem duras, dessas que tentamos negar.

5- O Festim dos Corvos, As Crônicas de Gelo e Fogo – Livro 4, George R.R. Martin. (Saraiva, R$ 32,31). Já li os três primeiros livros da série e quero concluí-la logo.

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1- Extraordinário, R.J. Palacio. (Saraiva, R$ 21,51). Esse livro já estava na minha Wishlist de Natal, e apesar de não ter ganhado, a vontade de ler continua. A história parece muito cativante e cheia de frases de efeito.

2- A Sutil Arte de Ligar o Foda-se, Mark Manson. (Amazon, R$ 21,00). O título chamou muita a minha atenção. Além disso gostei da proposta do livro, que parece ir na contra-mão desse movimento de auto-ajuda e positividade sempre. Ás vezes precisamos simplesmente deixar as coisas para lá mesmo.

3- O Poder do Hábito, Charles Duhigg. (Amazon, R$ 31,41). Esse livro já estava na minha lista de leitura, mas não consegui parar para ler. Aparentemente, ele te ajuda a entender suas atitudes e como tornar algo habitual para você.

4- O Mundo de Sofia, Jostein Gaarden. (Amazon, R$ 31,41). Minha irmã já leu esse livro e já até indicou aqui no blog, e mesmo assim eu nunca li, mas sei que ele é repleto de lições e reflexões sobre a vida e a filosofia.

5- Cristianismo Puro e Simples, C.S. Lewis. (Amazon, R$ 31,90). Há algum tempo eu comecei a ler esse li livro e parei. Não me lembro o motivo agora, mas acho que é porque não estava tendo tempo para conseguir digerir a mensagem do livro, entendem? O livro reúne uma série de palestras ministradas por C.S. Lewis na rádio, durante a Segunda Guerra, com mensagens de paz e esperança e, claro, falando de Deus.

Como você deve ter percebido, não são livros novos, mas acreditamos que todos irão, de alguma forma, contribuir para o nosso crescimento pessoal e intelectual.

Faça a sua lista de leitura também! É uma boa forma para se planejar e não desviar dos livros que você realmente gostaria de ler…